INDEPENDÊNCIA NA BENEFICÊNCIA

No passado, organizava o que eles chamavam de BANQUETE DA INDIGÊNCIA, que consistia em convidar para um banquete, indigentes para serem servidos pelo maçom que os convidava. Após comerem e beberem de tudo que lhes apetecia, ganhavam as sobras que, normalmente, eram grandes, e se lhes rateava o tronco de beneficência, sempre reforçado. Cada convidado recebia também, de quem o convidava, uma importância em dinheiro. A Loja concedia o que chamavam de ESMOLAS, na verdade uma pensão, às pessoas carentes, doentes e inválidas, enquanto durassem as suas necessidades. Individualmente, os maçons, ricos, no passado, eram bastante generosos. Em 1875, JOAQUIM QUIRINO DOS SANTOS, colocou à disposição das pessoas competentes a importância de 5 contos de réis, com a finalidade  de se estabelecer uma enfermaria às pessoas carentes.  Com esse dinheiro foi construído um lazareto (isolamento para pessoas com doenças contagiosas). Na pior ocasião da epidemia de varíola que assolou Campinas, foram atendidos e tratados  com todo desvelo e às expensas do Coronel Quirino, quase duas centenas de "bexiguentos" pobres. Entre tantos, é bom lembrar, de PHILEMON DE CUVILLON, médico francês radicado em Campinas, que mantinha em sua clínica particular um ambulatório para atender  a população de mendigos de Campinas.  Também,  Tomás Alves que, nas grandes epidemias de varíola e febre amarela que assolaram Campinas, denodadamente atendeu aos necessitados. Foi, também,  fundador da Maternidade de Campinas, para atender  parturientes pobres. Ainda hoje, os nossos médicos, anonimamente, atendem em seus consultórios ou clínicas tanto os maçons, como aqueles que lhes são enviados pelas Lojas ou Maçons de todo o território nacional. Mais recentemente, em 1959, JOÃO GUILHEN GARCIA contou em Loja que, para homenagear sua filha recém-falecida, esteve na cadeia pública e no asilo de velhos, distribuindo cigarros e gêneros alimentícios. Foi bastante para acender a chama da generosidade de seus Irmãos. Por iniciativa de MANOEL DE SEIXAS QUEIROZ, foi fundada, na Loja Independência, a Sociedade Beneficente "Jesus de Nazareth", com a finalidade de atender, com a participação das esposas de maçons, os necessitados. Inicialmente, eram distribuídas cestas alimentícias, roupas e remédios para as famílias, necessitadas e devidamente cadastradas. Mais tarde, o ideal de João Guilhen Garcia, de se criar  um abrigo para crianças desamparadas,  se realizou. A Loja e seus obreiros se empenharam. Foram feitas campanhas até que o prédio da Rua Vital Brasil ficou pronto.  A Sociedade Beneficente  passou a se chamar Lar Escola Jesus de Nazareth, registrada  como entidade jurídica de direito privado. Foi internato inicialmente e centro de adoção, enquanto o juizado de menores permitiu. Atualmente é uma CRECHE, onde, gratuitamente, dezenas de mães trabalhadoras deixam seus filhos que são alimentados, recebem  assistência médica, dentária e educação. Esse trabalho é mantido por mensalidades, que são pagas pelos membros da Loja Independência. Infelizmente, esse trabalho é desconhecido na sociedade. O Lar Escola, atualmente, está filiado a FEAC (Federação de Entidades Assistenciais de Campinas) que, além de contribuir, ajuda na administração, oferecendo orientação especializada.

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